Contos do Fachini

Valdir Fachini
Compositor  - Escritor
valdirfachini53@gmail.com

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12/01/2017

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A angelical fadinha da floresta


Mimosa, Mimosa, onde está você? tá na hora de tirar o seu leite.

Quem está chamando a vaquinha é o seu Lindomar. Aquele bovino era praticamente parte da família daquele pobre e humilde sitiante.

Seu Lindomar, já era um velhinho, baixinho, nem preto, nem branco, cabelo minguado, banguelo, mais feio que a própria feiura, sua cônjuge era a dona Ernestina, tão feia quanto.

Os filhos eram três rapagões até bonitos, Anísio, Dionísio e Aluísio.

Viviam eles, numa casinha pobre, num vale triste, ao lado de uma floresta mais triste ainda, sem atrativo nenhum, pertinho dali, passava um riachinho xoxo que só dava lambari.

Os meninos ainda eram donzelos, nunca tinham visto uma mulher pelada (a mãe não conta, era pecado) eu acho que nem com roupa.

Obs. essa história não é minha não, só estou narrando, também não sei de quem é, eu acho que deve ser D. P.

E tinha a vaquinha Mimosa (não sei se era bem esse o nome da vaquinha, mas como sou eu que estou escrevendo, eu ponho o nome que eu quero) alem do mais, achei esse nome supimpa, eu nunca visto antes esse nome em outra vaquinha.

Naquele dia, a quadrúpede mugidora não atendeu ao chamado do seu dono, mas ele continuou chamando e campeando, até que finalmente achou a ruminante, mas ela estava morta, estava com os olhos esbugalhados, língua de fora e uma fisionomia tremendamente feliz.

Voltou ele correndo pra casa e contou pra patroa o acontecido, o coração da véia não aguentou e ela também bateu com as cacholetas, diante dessa cena , o idoso não resistiu, deu um revertério e também morreu.

Os rapazes ficaram sem chão, também, pudera ! nunca tinham visto um defunto, que dirá dois de uma vez. E agora, o que fazer? então lembraram da fadinha da floresta, que diziam, tinha poderes mágicos ( essa história não aconteceu no Brasil, no nosso folclore não tem fadas, só Saci, Curupira, Mula sem cabeça, Boto cor de rosa, Iara e Serguei ) quem sabe ela fizesse reviver os três cadáveres.

Contaram o acontecido e ela disse que era facílimo de resolver, num estalar de dedos, num piscar de olhos e não ia ficar caro, o pagamento seria.....o mais velho dos meninos, o Anísio, teria que fazer amor com ela, dez vezes seguidas, se ele não conseguisse, também morreria., ele topou e foram pro abatedouro, com uma voluptuosidade sem limites, ele começou o serviço e da-lhe uma, da-lhe duas, três cinco, sete, até parecia esse escritor que lhes escreve, da-lhe nove, na décima, ele arriou e mó-reu.

Então a fadinha falou se o Dionísio queria tentar, só que agora era mais caro, era mais gente pra ressuscitar, o preço agora era vinte, ele foi, qualquer sacrifício vale a pena, pelo amor a família.

Começou igual a um galo, era uma atras da outra, sem tomar fôlego, mas antes de chegar na décima quarta, Dionísio já era o quinto defunto.

Só restava o Aluísio, jovem fogoso, cheio de saúde, vigor, vida e muito espermatozoide doido pra conhecer o mundo.

O tributo dessa vez era um pouco mais pesado, seriam trinta transas cheias de amor e beijos, nem mais,nem menos.

Trinta ?,questionou ele.

Ela responde....sim, trinta, topas?

De novo ele.....mas, trinta é muito! e se a senhora não aguentar e morrer, como aconteceu com a vaquinha?

03/01/2017

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O Garanhão


Já fui um garanhão, bons tempos aqueles, Conheci gemidos em todos os idiomas, em cada currutela, uma transa, em cada país, uma aventura, fui amante de atrizes, modelos, cantoras, por onde andei, deixei meu rastro, uma donzela chorando ou uma viúva querendo me desposar.

Meu pai era rico, podre de rico, empresário nas docas de Santos, dono de vários prédios, eu sempre fui um burguesinho xarope, nunca coloquei a mão na massa, jamais peguei num cabo de vassoura, nem pra pegar do chão, se acaso eu a derrubasse, se tivesse alguém pra levantar meu zíper toda vez que eu fizesse xixi, eu ia gostar muito.

Não sei se tive algum filho nessas minhas andanças, se tive, com certeza, eram todos machões, cabras da peste, com meu DNA não poderia nascer nenhuma florzinha, homem com meu sangue correndo nas veias, não iria quebrar a munheca e nem rodar bolsinha.

Em uma semana, eu pegava mais mulher que o Chico Anísio e o Fábio Jr juntos, se eu tivesse comido a Gretchen, a Tammy seria meu filho.

Mas tudo que é bom dura pouco, tinha um empecilho que me acompanhava desde a minha mocidade, eu sofria com uma terrível dor nos testículos, não era assim, uma dor insuportável, mas incomodava e muito, só não doía quando eu estava nos braços de alguma mulher, se doía, eu nem notava. Bem que eu gostaria, mas não podia ficar 24 horas na cama fazendo amor.

Quando eu ia embora, os grãos voltavam a doer e parece que cada vez doía mais.

Em cada país que eu estava, procurava um médico diferente, cirurgiões em suas áreas, porem nenhum deles descobria a causa  de tanto sofrimento, criavam um monte de suposições, aviavam mais um monte de receitas, remédios, poções mágicas, pajelância, masquei folha de coca, tomei o Santo Daime , mas nada adiantou.

Um dia, eu estava com o saco cheio ( e doendo ) tomei uma decisão drástica vou cortar minhas bolas fora.

Médico nenhum quis fazer o serviço, todos tentavam me fazer mudar de ideia, todos se recusavam, mandavam  procurar outro, quem sabe um índio velho, uma aborteira, um castrador de porco, qualquer um que  aceitasse passar a faca em minhas pelotas.

Consegui um que fizesse e fiz, virei capão, eu sabia que a partir desse dia, meus dias de luxuria se acabariam, mulher seria só pra apreciar, olhar com o olho e lamber com a testa.

Só me restava continuar viajando, gastando o dinheiro do papai e me esforçando pra arranjar desculpas quando recebia um convite pra uma noite de sexo louco, coisa que eu nunca enjeitei, eu estava, como meu pai sempre dizia, mixando pra traz.

Uma tarde na França, numa cidade de nome, La Rochelle, vi numa lojinha na avenida Jean Guiton, umas cuecas muito bonitas, nunca tinha visto igual, entrei e pedi ao vendedor pra que me trouxesse algumas.

Ele trouxe um punhado, gostei de todas, então eu disse a ele, que iria levar, mas eu queria tamanho M e ele tinha trazido tamanho G.
Ele deu a volta no balcão, me olhou de cima a baixo e disse, que, olhando pra minha estatura, meu tamanho era G.

Então eu disse, que desde que eu me conheço por gente, sempre usei tamanho M.

Ele concordou, balançou a cabeça, deu aquela entortadinha nos lábios e disse....tudo bem, vou trazer tamanho M, mas pode ser que te de uma dor terrível nos testículos.

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