Contos do Fachini

Valdir Fachini
Compositor  - Escritor
valdirfachini53@gmail.com

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10/02/2017

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Quem somos nós


Quem somos nós, eu já não sou aquele que eu conhecia, nem é você, aquela que um certo dia, disse à si mesma, nunca mais amar ninguém.....Jack e Valdir Fachini.

De repente me vejo envolvido em seus braços como antigamente, abraçando seu corpo frágil, mordendo seus lábios num desejo louco, te desejando muito mais que antes.

De repente você se encontra entregue aos meus carinhos, desejando que o tempo pare e que essa tarde nunca termine.

O tempo até que tentou, mas não conseguiu fazer com eu te esquecesse, a distancia foi curta e não impediu que eu viesse correndo ao seu encontro.

Os acontecimentos e as intrigas de nada valeram, talvez eu até te ame muito mais que já te amei um dia, quem sabe você até me queira um pouquinho mais também.

Uma vez, em nossos momentos íntimos, esquecemos de nossas próprias personalidades, não sabíamos mais quem éramos, nem o que fazermos de nós, no meu mundo de sonhos, fantasias e desejos, me perguntei,.... quem sou eu ? que já fui dono de mim e agora sou apenas um fantoche manejado pelos dedos ágeis da paixão, no mesmo delírio você fazia a mesma pergunta,....quem sou eu? que estraçalhava corações com um simples olhar e agora me estraçalho diante de você.

Pensei que o tempo e a distancia nos fizessem voltar a razão e descobrirmos quem realmente éramos, só que não, tudo isso só serviu pra fortalecer o nosso amor e agora de novo em seus braços, me entregando por inteiro e recebendo de você os beijos com o mesmo sabor de antigamente, faço novamente aquela velha interrogativa,...quem sou eu? que jurei não mais te querer, quem é você? que prometeu a si mesma, nunca mais me aceitar, quem somos nós?que nos amamos até as últimas consequências ?

E no rádio, aquela canção do DENY E DALTON insiste em nos fazer relembrar.

Quem somos nós, que nos perdemos no calor de tantos beijos, nos entregamos na paixão e no desejo e só vivemos na função de querer bem.

31/01/2017

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Oh, disgrama!


Outro dia, a Osvalda, minha esposa, pediu pra que eu fosse no empório do seu João, comprar uns trens pro almoço, acho que era macarrão enroladinho, carne moída, massa de tomate e mais alguma coisa que já não me lembro mais o que era.

Então eu estava indo pro empório,( obs. antigamente empório, era venda ou armazém, hoje é nome de casa noturna de balada, dizem que é empório e cachaçaria, mas você chega lá e não tem feijão, farinha de mandioca, nem pinga ) eu estava indo pro empório (também não existe empório nem nos vilarejos mais, agora fazem um comodozinho do tamanho de uma privada e colocam o nome de supermercado, se eu conheço bem, supermercado é aquela lojona na cidade, com aquelas garajonas pra mais de mil automóveis) voltando ao mesmo assunto, estava eu a caminho do empório, quando me deparo com meu amigo e compadre Felizberto, todo borocoxô, sentado num banco da pracinha, de longe fiquei observando, ele estava quieto, pensativo, com a mão no queixo, não se mexia nem um centímetro pra cá, nem pra la, se um passarinho cagasse na cabeça dele, ele nem ia perceber.

Fui conversar com ele pra saber o que estava acontecendo, o porquê daquela tristeza toda, foi então que ele me explicou.

Assim começou sua narrativa.

Oh, disgrama....sabe o que é compadre? Hoje de manhã, eu fui la no curral pra ordenhar minhas vacas, como eu faço todo dia, você sabe que eu tiro o leite na mão, eu não tenho ordenhadeira, então, quando eu estava na terceira vaca, a Estrela, até parece que ela estava de ovo virado, não ficava quieta um segundo, nisso ela deu um chute no balde e derramou todo o leite que eu já tinha tirado, então eu arranjei um léi de corda e amarrei a pata dela num pau do curral. 

Voltei a tirar o leite, mas a danada não sossegava, comecei assobiar pra ver se ela se acalmava, mas não adiantou nada, nesse desassossego, com a pata que estava solta ela chutou de novo o balde, ai que tive que arranjar outro pedaço de corda e prender a outra pata também.

Eu achei que com a outra pata presa também, eu iria conseguir terminar meu serviço tranquilo, engano meu, o rabo estava solto e com uma rabada ela emborcou a vasilha outra vez.

Decidi que tinha que amarrar o rabo também, só que não tinha mais corda, que fiz eu então? tirei minha cinta e comecei a amarrar o rabo dela na travessa do telhado.

Mas o telhado é alto, então eu tive que subir no banquinho, estava eu ali tentando amarrar o rabo da ruminante, conforme eu ergui os braços, a minha calça caiu e eu não costumo usar cueca, mas como eu já estava quase conseguindo atar, continuei e a vaca ficou ali se mexendo e se esfregando, nisso minha mulher entrou no curral e viu a cena....oh, disgrama!