Blog do Erick

Erick Gomes
Bacharelando em Direito
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03/07/2017

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O abandono à cultura popular


Passados os festejos juninos, sinto-me convidado a tratar, brevemente, do descompromisso em relação às nossas mais ricas manifestações culturais. Como ponto de partida, tenho em mente a importância de preservar tradições, pela importância que representam. Somente apoiando tais manifestações é que teremos condições integrais de mantermos viva a história e de respeitar as identidades socioculturais de um povo.

As festas populares, que não se restringem às de junho, são apenas exemplos de uma ampla variedade de expressões tradicionais de cada país, região ou de qualquer cidadezinha. Apesar de ignorado, existe um ataque muito silencioso – e por omissão – para com os grupos artísticos mais tradicionais e pequenas iniciativas que tentam sobreviver em meio ao prestígio exagerado que se dá ao que tenha a fama temporária.

Não se valoriza, por exemplo, alguém ou algum grupo de amigos/as que se organize para enaltecer a cultura local, mas há quem gaste, oportunamente, quantias absurdas para ver e/ou ouvir qualquer outro, desde que seja, de repente, o melhor do momento. É uma reflexão que também devemos fazer na esfera individual. Qual manifestação cultural eu valorizo?!

Da parte dos gestores públicos, ouso em afirmar que a crise econômica não pode(ria) ser justificativa para o abandono à cultura popular. Investir na cultura possui seu valor, assim como tem relevância investir na educação formal. O que é preciso escolher, politicamente, é a intensidade dos investimentos, sua real necessidade; eleger as prioridades sem eliminar o que também é, em certa medida, indispensável. Não é admissível que se dê fim, que se abandone de vez as riquezas culturais, por mera conveniência de quem esteja no poder e de seus subservientes incondicionais.

Noutras palavras, governante nenhum poderia arrogar-se do poder de, a pretexto de problemas orçamentários, dar sua contribuição negativa para uma contínua destruição do patrimônio imaterial de um povo.

Por outro lado, todos nós, atores sociais que somos, temos nossa fatia de responsabilidade diante do abando à cultura popular, pois fazemos escolhas cotidianas que influem nesse cenário.

09/06/2017

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Os fatos dominam os boatos

 
Em um Estado Democrático de Direito, não foge da normalidade o ato de denunciar alguém ou de ser, em algum momento, objeto de investigação. Isso nunca foi desvantagem para quem tenha a consciência limpa.
 
Ruim seria se as pessoas pudessem ser acusadas/denunciadas sem ter a apuração qualquer ou se as autoridades policiais encontrassem obstáculos para realização das suas atribuições mais legítimas. Correríamos o risco de inocentar ou de culpar a todos sem o devido cuidado.
 
Se não tivéssemos essa organização estatal, boatos e ofensas dominariam a vida em sociedade. Fosse assim, o presente e o futuro pertenceriam aos injuriosos e caluniadores. No entanto, os boateiros não têm chances e, indiscutivelmente, vez por outra, encontram como ônus a obrigação de pedir desculpas.
 
Viver em um Estado Democrático de Direito nos conduz à defesa da Justiça e da Democracia, da qual decorrem duas consequências: 1) os fatos valerão mais que os boatos; 2) a soberania popular e as instituições deverão ser sempre respeitadas, plenamente.
 
Essa é uma importante reflexão para os tempos atuais. Frequentemente, a simpatia ou a ausência pelo outro dela parece ser o principal critério para a aferição de culpabilidade ou de inocência. Precisamos de mais respeito às pessoas e às instituições, afinal, em contrário disso, é possível que sejamos os únicos que falharam ao deparar-se com um caso concreto.
 
Os fatos são limites aos quais devemos atentar, em nome da honestidade que almejamos reputar a si próprios.
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