Blog do Erick

Erick Gomes
Bacharelando em Direito
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01/08/2017

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Avós são como tesouros


Dia 31 de julho de 2009. Era por volta de meia-noite quando o celular de minha mãe emitia alguns sons polifônicos. Atendíamos, em seguida, a ligação mais dolorosa que minha família já recebeu. Havia falecido Dona Morena, minha avó materna. Uma visita aos filhos residentes no interior de São Paulo acabou sendo, também, a sua despedida.

Hoje, passados oito anos do seu falecimento, continuo a sentir falta de ser presentado, quase que diariamente, com a visita daquela idosa magrinha, de sorriso satisfeito e olhar carinhoso. O olhar mais lindo e mais piedoso que já tive a honra de ter diante de mim. Dona Morena também era dona de muitos encantos, os quais prevalecerão, em desfavor do tempo, eternizados nos corações de todos os seus familiares.

Acredito que os avós são, claramente, sinônimos de tesouros. Cada avó representa o desabrochar de outros tantos sopros de vida, é autêntica expressão de doçura e de cuidado. Elas carregam consigo inúmeras experiências, histórias e marcas de vida. Merecem, também por isso, máximo respeito e proteção.

No plano social, inclusive, esse meu amor converte-se no sonho de, num certo dia, em algum lugar do futuro, ter a felicidade de ver todas as vovós e vovôs serem bem tratadas. Evitar negligências que os idosos sofrem por conta da sua idade, posição e estado físico seria um bom começo. Os serviços de saúde, mais do que nunca, devem estar em constante aperfeiçoamento, dado o crescente aumento da população de terceira idade no nosso país.

Ao ver cada idosa, também vejo nela minha falecida avó. Essa recordação faz reviver um antigo sonho em que todos passam a amar mais e a reconhecer, no outro, alguém tão digno de respeito quanto a qualquer rei. É reviver o sonho de aproveitar cada momento dessa vida, enquanto a partida não retira, de nós, algum tesouro. E, lá no fundo, também somos um tesouro: insubstituíveis, amáveis e amantes.

É com essas palavras que, nesta data, eu abraço, com tantas saudades, as recordações de Dona Morena e os sonhos por uma sociedade mais acolhedora de seus tesouros, pois embora transcendentes, serão sempre imortais.

03/07/2017

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O abandono à cultura popular


Passados os festejos juninos, sinto-me convidado a tratar, brevemente, do descompromisso em relação às nossas mais ricas manifestações culturais. Como ponto de partida, tenho em mente a importância de preservar tradições, pela importância que representam. Somente apoiando tais manifestações é que teremos condições integrais de mantermos viva a história e de respeitar as identidades socioculturais de um povo.

As festas populares, que não se restringem às de junho, são apenas exemplos de uma ampla variedade de expressões tradicionais de cada país, região ou de qualquer cidadezinha. Apesar de ignorado, existe um ataque muito silencioso – e por omissão – para com os grupos artísticos mais tradicionais e pequenas iniciativas que tentam sobreviver em meio ao prestígio exagerado que se dá ao que tenha a fama temporária.

Não se valoriza, por exemplo, alguém ou algum grupo de amigos/as que se organize para enaltecer a cultura local, mas há quem gaste, oportunamente, quantias absurdas para ver e/ou ouvir qualquer outro, desde que seja, de repente, o melhor do momento. É uma reflexão que também devemos fazer na esfera individual. Qual manifestação cultural eu valorizo?!

Da parte dos gestores públicos, ouso em afirmar que a crise econômica não pode(ria) ser justificativa para o abandono à cultura popular. Investir na cultura possui seu valor, assim como tem relevância investir na educação formal. O que é preciso escolher, politicamente, é a intensidade dos investimentos, sua real necessidade; eleger as prioridades sem eliminar o que também é, em certa medida, indispensável. Não é admissível que se dê fim, que se abandone de vez as riquezas culturais, por mera conveniência de quem esteja no poder e de seus subservientes incondicionais.

Noutras palavras, governante nenhum poderia arrogar-se do poder de, a pretexto de problemas orçamentários, dar sua contribuição negativa para uma contínua destruição do patrimônio imaterial de um povo.

Por outro lado, todos nós, atores sociais que somos, temos nossa fatia de responsabilidade diante do abando à cultura popular, pois fazemos escolhas cotidianas que influem nesse cenário.
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