Blog do Erick Gomes

Erick Gomes
Bacharelando em Direito
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15/05/2017

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O poder dos sonsos

 
Nas idas e vindas, deparamo-nos com seres humanos de diferentes características morais e estilísticas. Há quem prefira viver calado, há quem prefira falar mais do que todos os leitores e colaboradores deste site juntos. Gente que gosta de muitas  ou poucas cores, roupa longa ou curta, que impõe voz grossa ou prefere a mansidão de sequer dizer algo. Em um olhar permeado pelas percepções mais comuns do meu cotidiano e de algumas leituras, trago para vocês uma única constatação: o poder dos sonsos.
 
Sonsos são todos aqueles/as que são altamente contidos, inocentes ou isentos, os quais podem ser vistos até como desprovidos de defeitos ou imperfeições quaisquer. Não se expõem ao olhar depressa de ninguém, o que é até bom, de certa forma. Raramente tomam partido. Entretanto, levam isso muito a sério. Tomam a ‘sonsidão’ como característica diferencial e estilo de vida mesmo. Será que... Não me diga! Sério?! Eu não sabia! Nunca soube!  Ah, não estava entendendo. Como é isso?! Como é aquilo?! Ora, veja bem...
 
Tudo bem que conhecemos pessoas que desfrutam, sem reservas, da disposição em perguntar muito por condicionantes outros. O grupo de pessoas que tento identificar e reconhecer seu poder, aqui, pelo contrário, faz do desentendimento fictício, da inocência inexistente e da ‘educação’ exagerada uma construção. Existe, a meu ver, quem se faça de tonto por escolha própria, deliberada e totalmente consciente. Ser sonso, atualmente, parece ser um projeto de poder.
 
Os sonsos são extremamente poderosos, minha gente. E não se trata de uma idiotocracia, mas de uma retórica na qual se tenta fazer a melhor pagando de ‘lento’, porque assim a surpresa pode ser maior, a fofoca pode ser mera observação desmotivada e a ofensa é sempre sem querer. Ser sonso é uma vantagem porque não se dá a cara a bater com o vigor de vivente comum. Investe-se nas beiradas e o lucro provém da tranquilidade da não exposição. É no anonimato que o inocente, fingido, dissimulado e sonsamente construído passa a ser boa companhia; ou melhor, A boa companha, a melhor, talvez.
 
Você, certamente, conhece alguém exatamente assim ou um pouco parecido. O fato é que ser sonso passou a ser um bom negócio. Ninguém precisa mais discutir, amar, odiar, sofrer, ter ou causar problemas. Basta se fazer inocente, dissimulado, morno e, consequentemente, sem inimigos.
 
Por exemplo: para alguns, posso estar sendo muito maldoso em fazer constar tamanhas percepções. Eu poderia, muito bem, dizer que todas as pessoas são o que são, dizem o que pensam em boa medida e jamais se travestem de inocência ou passamento de banha. Na verdade, eu poderia, até, afirmar tudo o que já disse aqui, com a voz mansa, com palavras mais calmas, olhar desatento, de modo a nem citar aquilo que realmente quis dizer. O sonso raiz deixa implícito, investe na indução do receptor.
 
– Fulano é uma pessoa tão boa, gosto muito dela. Admiro. Ela jamais seria capaz de fazer mal a alguém. Admiro demais ela. Tão fofa. MAS... PORÉM... PARECE QUE... Eu, sinceramente, não acredito nisso. Desculpe. Você já sabia, não era?! Podemos esquecer isso?! Nossa! Sério?! Ah, não sabia. Será que é verdade?! Que maldade. Eu jamais falaria de alguém.
 
Foi-se o tempo em que eu enxergava, em todos a meu redor, a sinceridade robusta (às vezes, dolorosa) ou a inocência verdadeira. Além dos idiotas, existe também a categoria dos sonsos. Sonsos são poderosos.

23/04/2017

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Nem Lula, nem Bolsonaro: o futuro merece mais de nós


Falta mais que um ano para iniciar a campanha eleitoral. Entretanto, sabe-se o quanto os ânimos já se exaltam por todo o Brasil. Particularmente, tenho a certeza, desde já, de que o pleito presidencial de 2018 será disputadíssimo. A cada dia, o que parece óbvio e habitual já ganha nuances de perigo e de mistérios.

Será tomada, em 2018, a importante escolha de qual grupo político conduzirá políticas públicas e todas as outras incumbências do Governo Federal após este momento turbulento, que é o maior da história recente da nossa República. Teremos, entre as alternativas, duas figuras capazes de semear muitos embates: Lula e Bolsonaro.

De um lado, um ex-presidente, do partido que mais sofre de acusações – sem desmerecer o discurso de que o PT sofre perseguição. De outro lado, um eterno deputado de projetos jamais aprovados que dissemina “sangue no olho” ao defender ideias permeadas pelo conservadorismo e que dispensa o bom senso como instrumento político. Atualmente, nenhum dos dois possui aceitação suficiente para resolver um dos nossos maiores problemas: baixa credibilidade para fazer amplas reformas.

Não poderemos ter como projeto para 2018 nenhuma alternativa como essas. Será preciso muita disposição em proteger os valores do nosso Estado Democrático de Direito para colocar na cadeira da presidência alguém que seja capaz de contribuir com a resolução da crise política, e não de aprofundá-la. Nesse sentido, nem Lula, nem Bolsonaro, merecem essa confiança. Precisamos de alternativas diferentes.