Blog do Erick Gomes

Erick Gomes
Bacharelando em Direito
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17/03/2017

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O que é ser revolucionário nos dias de hoje?


Vai além de não defender a reforma da previdência porque é prejudicial a si próprio, tenho certeza. Não vou relativizar tanto assim. Porém, para ser revolucionário, nos dias de hoje, basta a defesa de muito pouco. E talvez seja somente preocupar-se com a sociedade como um todo, abrir mão do individualismo egoísta do capitalismo selvagem. Ou não?! Vejam bem...

Talvez, ser revolucionário, agora, seja somente ser católico e seguir lições de misericórdia que Jesus Cristo andou deixando pela história bíblica. Talvez seja, somente, usar da espiritualidade num diálogo com a esperança de um mundo melhor, sem miséria e com respeito ao mínimo existencial de todo e qualquer ser humano. Eu disse qualquer, inclusive para o/a ex, o maloqueiro e a vizinha fofoqueira. Que fique claro.

Para ser revolucionário, então, talvez não precise nem ser de esquerda, eu diria. Bastaria defender a paz social, a preocupação com os desvalidos e não negar que as prioridades sejam essas mesmo.

Quem sabe, até, ser comunista isolado seja estar um pouco distante. Seja preocupar-se tanto com uma utopia a ponto de esquecer os gritos de quem não pode sequer gritar. Revolucionário: talvez seja não se esquecer daqueles que dormem na sarjeta e que estão, agora, nos chãos dos hospitais imundos, que espelham a reputação dos governantes que nós temos. Porque dizer ser revolucionário querendo somente o alcance do comunismo é, muitas vezes, negar tudo isso por uma utopia distante, que chega a ser insana se não denuncia essas crueldades imediatas.

Ser revolucionário é, pelo menos, defender a vida, em todas as hipóteses, defender o respeito (a todos os seres humanos), e não viver desejando a morte de quem roubou um aparelho celular. Ser revolucionário seria, somente, ser fiel aos princípios (religiosos ou ideológicos), ter atitudes éticas e de alteridade.

Ou não?! Perdoem o reducionismo, talvez seja revolucionar demais reconhecer que o mínimo defensível não se confunde com pautas para arreganhar o Estado aos empresários (libertinagem econômica) ou somente ter como pauta uma sociedade comunista nos temos dos inconvenientes estratégico, situacional e linguístico. Mas, senão isso, o que é não ser revolucionário nos dias de hoje?!

14/03/2017

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Boca da Mata tem potencial turístico inexplorado


Quando fiz minha apresentação a este blog, fiz toda uma descrição pessoal, ainda que breve. O principal aspecto destacado, no entanto, é o fato de ser bocamatense. Uma mudança que pode ter ocorrido neste novo espaço em que passo a publicar deve ser, exatamente, a de ter adquirido mais leitores de Boca da Mata, ao invés de manter a preponderância de colegas do Instituto Federal de Alagoas como leitores. Inevitavelmente, isso me exige atenção redobrada à minha terra.

Percebido esse compromisso, acredito que seja um dos primeiros assuntos a comentar o de que o município de Boca da Mata tem uma história muito peculiar. O próprio nome já remete à origem, simplesinha e carinhosa, às primeiras residências que se construíram no início, na boca de uma mata. Até pretendo escrever algo mais rigoroso a respeito. Mas esse cenário, de histórias e apegos por toda e qualquer pessoa que visite Boca da Mata deve-se ao fato da terra ser hospitaleira, rodeada de belezas, e não belezas quaisquer, mas de serras, verdes, matas, praças organizadas, sítios, chácaras e fazendas povoadas, cultura arraigada com a ecologia, com o rural e o paisagístico natural.

Importante observar que essa peculiaridade agradável pode – e deve – render mais. Bem mais. Render mais momentos aconchegantes, mais visitas, maior alegria, aquecer a economia, agraciar nossa gente. Boca da Mata tem um potencial turístico inexplorado e pouco se discute, popularmente, a respeito dessa riqueza.

Não temos um passeio às serras de forma sistematizada; não temos um parque ecológico; não temos áreas de convivência social que valorize a fauna e a flora integradamente; não temos valorização paisagística em nenhum programa governamental; não temos nenhuma pousada, nem hotel ou balneário na zona rural. E tudo que temos pode e deve melhorar. O Poder Público e a livre iniciativa deveriam assumir esse desafio; o primeiro, por obrigação administrativa, e, o segundo, por relevância social e provável rentabilidade, para si e para a nossa gente (lucro aos empresários; geração de emprego e renda para o povo).

Por ora, nossas escolas podem desenvolver seu papel de conscientizar os estudantes acerca dessa riqueza inexplorada, através de aulas de campo e da promoção de cursos de educação ambiental. Audiências públicas e reuniões discursivas convocadas pelo Poder Legislativo e organizações da sociedade civil também seriam um grande contributo a essa questão.