Refletindo o Brasil

Pedro Cardoso da Costa
Escritor - Funcionário Público - Bacharel em Direito
pedcardosodacosta@refletindoobrasil.com.br

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12/06/2017

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Oh! O nome da delação é 'premiada'

 
Agora, as críticas se generalizaram em razão dos benefícios que teriam sido concedidos aos proprietários do grupo empresarial JBS ou outras siglas no acordo de delação premiada. 
 
São reclamações que vêm de todos os setores da sociedade; de alguns com maior ênfase, de outros, mais moderadas, todos numa onda gigante contra o Ministério Público Federal.
 
Não há argumentos nem análises sobre o fato de ser a delação uma negociação mesmo. Se não fossem pelos benefícios, não haveria delação. Deveria sobrepesar os benefícios trazidos à sociedade decorrentes das delações. Também, se de outra maneira eles surgiriam. Se de outra maneira figurões pegos em gravações seriam alcançados a tempo de sofrerem punições.
 
Antes das delações, até se poderia chegar ao andar de cima, mas apena para dar uma aparência de funcionalidade aos órgãos jurisdicionais. Mas, os eventuais atos delitivos já estariam prescritos. Essa tal de prescrição sempre foi uma máquina da impunidade. Uma figura jurídica que 99% dos brasileiros não têm a vaga noção de como e por que ocorre. Era – e ainda é – utilizada por muitos, com bastante rococó dos aplicadores do direito, exatamente por ser desconhecida da sociedade. 
 
Com as delações, começaram as prisões pelos intermediários. A inauguração veio com alguns diretores da Petrobras. Foram sumindo de hierarquia até chegar a ex-governadores de Estado. O brasileiro até já se acostumou e já aspira uma subida de patamar de ex. As delações estão chegando lá e isso deixa em polvorosa os envolvidos e até algumas figuras carimbadas do Poder Judiciário. 
 
Por mais íntimos que sejam, colocar um aparelho e adentrar ao mais alto gabinete do Poder no país é um risco demasiadamente alto. Só mesmo um “falastrão” bem seguro de que transpassaria aquela fortaleza com qualquer nome que desse. Entrou “Rodrigo”, mas teria passe livre com qualquer nome. É o deboche institucionalizado no mais alto nível da República! E isso escancarado vale qualquer benefício. 
 
As vozes estão lá. Pelos menos ultrapassamos a fase das negativas de vozes, ora porque estavam grogues por efeito de remédios, ou embriagadas por altas doses de álcool. Ainda aparecem algumas similares, como a venda de apartamento familiar, de vacas gordas ou com pedidos de empréstimos milionários. Daí em diante cada um desempenhe as suas atribuições.
 
Essa reação forte de alguns setores representativos da sociedade deixa cristalino que o próprio brasileiro se acostumou com a impunidade dos poderosos. Reclamam e são bravos apenas em redes sociais. Mas, reclamações do povão até é compreensível; de jornalistas e de artistas famosos só depois de uma consulta à Lei Rouanet; de outros agentes públicos, a Laja-Jato e outras delações se encarregarão; de advogados de defesa, a conta bancária falará por si; de membros do Poder Judiciário e de outros ramos do Poder Público é por pura inveja ou o futuro dirá.
 
P.S.: Como essa gente é ingênua de almoçar, viajar, dormir, pedir empréstimos de milhões;  subir e descer com malas de dinheiro por décadas e até receber gente desconhecida nas madrugadas. Como diz o comentarista esportivo Milton Leite: “Meu Deus!”

23/05/2017

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Ser ou não greve geral

 
Sobre a Greve Geral de 28 de abril de 2017, os argumentos de todos os segmentos sociais são repetitivos, sejam na imprensa escrita, na televisão, no rádio e até nas rodas de amigos. 
 
Um dos argumentos mais incoerentes é a preocupação da grande mídia de massa ao pretender tornar o movimento menos importante do que realmente é. 
 
Um famoso jornalista chegou a afirmar que não era geral porque tinham pessoas trabalhando. Ora, se uma greve para ônibus, metrô e trens não pode ser considerada geral, é preciso estabelecer um conceito definido para se chegar ao ponto de uma posição do que seria uma greve geral.
 
Esta afirmação se aproxima de outra muito comum defendida por pessoas que não participariam de qualquer movimento. Elas costumam afirmar que “se todo mundo participar eu também participo”. É uma defesa prévia, tentando ser simpático aos colegas, pois sabem que nunca haverá unanimidade.
 
Se para um jornalista renomado o fato de ter alguém trabalhando não configura greve geral, sua posição fica mais injustificável do que a de um trabalhador averso a qualquer participação popular. Os empregados são, em regra, ameaçados pelos seus superiores e as empresas que, somente nessas horas, colocam todos os meios de transportes para levá-los ao serviço. Não é razoável que um trabalhador tão e cercado assim possa ficar em casa. 
 
No caso dessa greve, não se pode cobrar uma adesão grande dos trabalhadores, sabendo-se da existência de mais de 13 milhões de pessoas desempregadas no país. 
 
Quanto ao mérito de ser contra as reformas aproxima-se de um clichê. Alguns interesses pontuais podem ser diferentes entre aqueles defendidos pela massa daqueles dos organizadores. Mas, alguém precisa liderar, e a população isolada não organiza movimentos. 
 
Agora, achar que o povo está contra as bondades dos “300 picaretas” ou mais, isso vai além de ingenuidade. Eles, tão bonzinhos! A população, tão burra, incapaz de absorver a própria felicidade.
 
Uma propaganda governamental vai nessa mesma direção. Cita o exemplo do uso do cinto de segurança. É comprovado que ele ajuda na preservação física e evita mortes, mas a adesão é forçada. Independente de certo ou errado, ninguém saberia ao certo quantos usariam sem o risco de multas.