Refletindo o Brasil

Pedro Cardoso da Costa
Escritor - Funcionário Público - Bacharel em Direito
pedcardosodacosta@refletindoobrasil.com.br

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30/03/2017

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Polícia Federal, o bem do Brasil é


Nem mesmo o mais ingênuo policial federal tem dúvidas de que 99% dos políticos gostariam de ver um freio na força que a instituição conseguiu no Brasil ao passar dos anos. São operações complexas, e a cada dia cresce a hierarquia de empresas e instituições gigantescas pescadas pelos grampos da Federal.

Os de “baixo” regozijam-se a cada peixe grande pendurado no “anzol” da Polícia Federal, seguindo sem espernear. Parecem perceber o que é “ser gente”. Têm noção da enrascada que estão se metendo, da seriedade e do preparo da Polícia Federal. Sabem que dificilmente juízes e tribunais dóceis dificilmente terão argumentos para livrá-los de pagarem pelo que fizeram, como a prisão domiciliar da mulher do ex-governador do Rio de Janeiro. Só os filhos dela sentem falta de mãe.

A PF se tornou a instituição que mais inspira confiança aos brasileiros. E está preparada para os ataques virulentos dessa gente graúda, acostumada a comer o dinheiro da viúva impunimente. E, também, da investida da grande mídia, convenientemente do lado do poder político e do econômico.

Com a deflagração da Operação Carne Fraca o corporativismo se manifesta de forma impiedosa, compreensível de parte da mídia, pelos milhões que recebiam para exibir famosos estimulando o consumo de carne, pouco importando se está estragada ou não. Deveriam ser cobrados por isso quando aparecessem em público.

A crítica mais contundente seria quanto à forma “espalhafatosa e midiática” na apresentação da Operação e da generalização. Nenhum crítico aponta a forma e proporção corretas de como essas apresentações deveriam ser realizadas. Nem se dão conta de que o estardalhaço é feito pela própria mídia. São públicas, porque assim devem ser todos os atos da Administração Pública. Essa casta brasileira não está acostumada com as ações às claras. Se as apresentações fossem discretas seriam criticadas por falta de publicidade. E o governo gostaria que fosse sigilosa para acobertar tudo. Seguiria a cartilha de quem ensinou “que a gente mostra o bom e esconde o ruim”.

Se há generalização, essa ou vem da mídia ou de quem recebe a notícia. São poucos frigoríficos perto da imensidão, diz o presidente da República, citando números. Sua Excelência não menciona quantos foram investigados desse universo. E rebate apontando o rigor na fiscalização. Se tem uma coisa que não funciona neste país é qualquer órgão fiscalizador, a não ser a Receita Federal sobre os mortais, uma vez que os de cima levam milhões sem nenhum incômodo.

Também se queixam da falta de aviso prévio ao Ministro da Agricultura. É como colocar um investigado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado; ou a raposa tomando conta do galinheiro. Quando a Polícia Federal agir assim, sua reputação vai para a lata do lixo, como os políticos atuais, considerando a regra.

Como sempre no Brasil, o governo se encarregou de tomar todas as medidas, sendo a principal, apertar a fiscalização. Com isso, dá o atestado de que, se apertou depois das denúncias, é porque estava frouxa.

Fala-se em casos pontuais, mas se esquece de que no Brasil só não detecta corrupção até a chegada da Federal. Agora, a PF precisa apenas estender as operações para pegar alguns nichos, em especial a própria mídia, a área da medicina, da educação, e suas merendas, entre outros.

Pior de todo o episódio foi não demonstraram preocupação nenhuma com os 80% de consumidores internos. Todas as preocupações, medidas e atenções foram para os 20% exportados. Por eles, os brasileiros comeriam carne estragada pelo resto da vida.

O governo federal tem se mostrado o principal opositor da Polícia Federal e do Ministério Público, assim como de quaisquer instituições públicas que funcionem bem.

21/03/2017

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Estudar com qualquer idade


Estudar com qualquer idade já foi um título de um texto meu, que dispensa maiores explicações. Pois, apesar de as dificuldades encontradas variarem de pessoa, quem quer foge da desculpa e “arranja” um jeito de frequentar a escola.

São pessoas que estudam após se aposentarem por não ter tido condições financeiras ou tempo, quando jovens; são pessoas que redobraram o esforço físico e passaram a frequentar o banco escolar; são pessoas que ultrapassaram o medo do preconceito e de críticas de familiares e de amigos e lá estão de volta ao banco escolar.

Muitas frases feitas serviriam para justificar o porquê negativo ou positivo do retorno. Uma em especial define para ambas as situações. “Quando se quer fazer algo sempre se arruma um jeito, quando não quer, arruma ma desculpa”.

Mas, chega o momento compensador: as formaturas. Nelas pode faltar roupa padrão, os parentes e amigos podem ficar enciumados, mas não falta o orador com a frase “de que perderam noites de sono estudando para as provas”. E é verdade.

Pois, enfrentando todas essas dificuldades, o exemplo supracitado bateu à porta do autor do texto e suas irmãs, Norma e Josélia, as amigas Veraeide e Jadna, jovens com mais de quarenta anos, em 2007 retornaram à escola para concluírem o ensino médio em 2008.

Quando haviam parado nos anos oitentas, o ensino era chamado de primeiro e segundo graus e até a periodicidade mudou. Porém, elas concluíram depois dos próprios filhos, que ainda eram apenas sonhos quando elas quando pararam. São ou não exemplo a ser seguido?