16/06/2012 | 14:45 | Oficina da Net

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O poder do curtir


Em minhas aulas eu sempre falo sobre um dado muito interessante que parece bobeira, mas devemos respeitar ao máximo: Quase 70% das pessoas gostam quando outras pessoas curtem seus posts. Agora imagina quando a marca que esse consumidor segue, gosta, é fã ou consumidor curtir um post seu. Qual o ganho no relacionamento? Enorme! As pessoas gostam quando recebem atenção. Marcas, façam isso!

O motivo desse artigo vai muito ao encontro desse primeiro parágrafo. Eu recebi esse link da minha grande amiga Bianca Toniol, analista de mídias sociais de um importante e-commerce no Brasil e mostra o quanto as “curtidas” influenciam compras, uma pesquisa feita nos EUA, mas que pode ser uma tendência para o Brasil. Eu, particularmente, acho que curtir um post não é engajamento, acho que engajamento vai além, mas para alguns pode ser considerado, ok, não deixa de ser uma exposição de sentimento de uma pessoa sobre uma marca ou produto.

A pesquisa mostrou que “apenas” 75% das pessoas que compram regularmente no online clicam em links de produtos que seus amigos postaram ou também clicaram, e “apenas” 50% desses consumidores online compraram o que seus amigos indicaram. Me lembro que na faculdade meu professor, isso em 2000, nos disse que iríamos estudar 4 anos para saber que a propaganda que realmente funciona é a boca-a-boca, imagina se o professor Luis Barco conhecesse Facebook, Twitter, Orkut, Sonico entre outros. Cerca de 81% das pessoas compartilham os produtos que consomem nas Redes Sociais, olhe agora na sua timeline do Facebook e veja quantas marcas ou produtos estão circulando por lá.

Segundo Darby Williams, vice-presidente de marketing da Sociable Labs, empresa que fez a pesquisa, “os varejistas podem incentivar esse tipo de compartilhamento de informações dos produtos adquiridos em seu site, elevando a significância desses comentários, e direcionando as visitas de referência, aumentando as chances de conversão de visitas em compras. O compartilhamento social pode ser uma das melhores ferramentas para qualquer varejista online”, afirmou.

Em resumo ao que Williams disse, é preciso incentivar as pessoas a falar nas redes das marcas. Tenho acompanhado de perto as marcas de mais sucesso nas redes e visto que a conversa não existe, assim como, analisando algo que parece óbvio mas é importante, as marcas que falam só dela tem poucos likes ou cometários, mas piadas, mesmo que nada a ver com a marca são melhores aceitas e isso é meio claro, o brasileiro gosta de rir! Para chorar, a gente lê o caderno de política.

Está na hora de abrirmos os olhos para o conceito social, para o relacionamento. Ninguém se relaciona com quem não conversa. Marcas, vamos pensar nisso!


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