Macabro


06/01/2017 | 16:10 | AlagoasWeb com Veja

Chacinas em penitenciarias já mataram mais de 340 em todo o pais

Massacre do Carandiru foi a maior da historia

Reprodução

348 mortos nos maiores massacres da história penitenciaria


A morte de 33 presos (número não oficial) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista (RR), nesta sexta-feira(06), é a terceira maior chacina em unidades prisionais brasileiras na história do país.

A execução dos presos, atribuída pelas autoridades locais ao Primeiro Comando da Capital (PCC), só não teve mais vítimas que nos massacres do Carandiru, em 1992, onde 111 foram mortos, e do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, no último domingo, que terminou com 56 detentos brutalmente executados.

Veja os maiores massacres penitenciários da história do Brasil:

Carandiru, São Paulo, 111 mortos - Massacre no Carandiru

O maior massacre de presos da história do país aconteceu em 14 de outubro de 1992, na Casa de Detenção de São Paulo(Carandiru). Autorizados pelo então secretário de Segurança Pública do Estado, Pedro Franco de Campos, o Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiu o presídio e matou 111 presos a tiros de metralhadora e facadas.

Compaj, Manaus, 56 mortos – Rebelião

No último domingo, dia 1º de janeiro, 56 detentos do Compaj, foram assassinados por outros presos. Executada por detentos filiados à facção criminosa Família do Norte (FDN), a maior carnificina dentro de prisões brasileiras, depois do Carandiru, vitimou detentos filiados ao PCC.

Pamc, Boa Vista, pelo menos 33 mortos – Briga de facções

Quatro dias após a matança no Compaj, pelo menos 33 presos foram mortos na madrugada desta sexta-feira na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), Roraima. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Uziel de Castro, ‘possivelmente’, os responsáveis pelos assassinatos são criminosos ligados ao PCC, em retaliação às mortes no Compaj.

Casa de Custódia de Benfica, Rio de Janeiro, 30 mortos – Briga de facções

Após uma tentativa de fuga, no dia 29 de maio de 2004, uma rebelião na Casa de Custódia de Benfica, no Rio de Janeiro, terminou com 30 mortos. Os presos assassinados pertenciam às facções criminosas Amigos dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando (TC), rivais do Comando Vermelho (CV) na disputa pelo tráfico no Rio.

Penitenciária do Estado, São Paulo, 29 mortos – Rebelião

Presos da Penitenciária do Estado, no complexo do Carandiru, em São Paulo, fizeram um motim com 70 reféns em 29 de julho de 1987. A Polícia Militar invadiu o presídio para controlar a rebelião e entrou em confronto com os presos, dos quais 29 foram mortos.

Presídio Urso Branco, Porto Velho, 27 mortos – Massacre

Como no massacre do Compaj, a chacina de 27 presos na penitenciária José Mário Alves da Silva, popularmente chamada Urso Branco, aconteceu no dia 1º de 2002. Os detentos mortos estavam confinados no chamado ‘seguro’ do presídio, onde ficam aqueles que estão ameaçados de morte.

Presídio de Pedrinhas, São Luís, 18 mortos – Rebelião

Em 9 de novembro de 2010, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), uma rebelião terminou com 18 presos mortos. À época, o complexo tinha 4 mil presos em um espaço onde caberiam apenas 2.000.

Delegacia Parque São Lucas, São Paulo, 18 mortos – Tentativa de fuga

Em 5 de fevereiro de 1989, após uma tentativa de fuga na Delegacia do Parque São Lucas, em São Paulo, 50 detentos foram trancados dentro de uma cela de 1,5 metro de largura por 3 metros de comprimento, sem ventilação. Depois de cerca de uma hora, os agentes penitenciários abriram a cela e encontraram 18 presos mortos por asfixia.

Instituto Correcional da Ilha Anchieta, Ubatuba, 16 mortos – Rebelião

Em 20 de junho 1952, uma rebelião no Instituto Correcional da Ilha Anchieta, terminou com 16 mortos, entre guardas e presos, segundo registro do Ministério da Justiça. A pasta lembra que ‘os boatos foram intensos na época e falavam em uma centena de vítimas, número nunca confirmado’.

Pamc, Boa Vista, 10 mortos – Briga de facções

No mesmo palco do massacre desta sexta-feira, Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), dez presos foram mortos em 16 de outubro de 2016. A chacina foi desencadeada após o rompimento da aliança entre o PCC e o CV nacionalmente. Detentos filiados à facção paulista derrubaram uma parede de barro para acessar a ala ocupada pelos rivais da quadrilha carioca, assassinados com facas. Alguns foram decapitados e queimados vivos.

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