Saúde


09/01/2017 | 07:45 | Diário da Saúde

Seu corpo acaba de ganhar um novo órgão: o Mesentério

Um novo órgão cria um campo totalmente novo na ciência médica, defende o professor Calvin Coffey

Alan Place

Um novo órgão cria um campo totalmente novo na ciência médica, defende o professor Calvin Coffey


Um professor da Universidade de Limerick (Irlanda) está mudando os livros de anatomia e medicina: ela acaba de reclassificar o que era considerada uma parte do sistema digestivo em um órgão do corpo humano de pleno direito.

O mesentério, que liga o intestino ao abdômen, vem sendo considerado, há centenas de anos, como uma estrutura fragmentada composta de múltiplas partes separadas e diferentes.

No entanto, o professor Calvin Coffey acaba de caracterizar o mesentério como uma estrutura contínua e com personalidade própria.

Em uma revisão publicada em uma das principais revistas médicas, The Lancet Gastroenterology & Hepatology, o professor Coffey delineou todas as evidências para categorizar o mesentério como um órgão.

"No artigo, que foi revisado e avaliado por pares, nós estamos dizendo que temos um órgão no corpo que não havia sido reconhecido como tal até hoje," resumiu ele.

Ciência do mesentério
A expectativa de Coffey é que uma melhor compreensão e estudos científicos específicos do mesentério possam levar a cirurgias menos invasivas, menos complicações, recuperação mais rápida dos pacientes e menores custos para o sistema de saúde.

Segundo ele, trata-se de muito mais do que simplesmente alterar os atlas do corpo humano. A reclassificação do mesentério como um órgão cria uma área totalmente nova na ciência - a ciência mesentérica torna-se um campo específico de estudo médico, da mesma forma que a gastroenterologia ou a neurologia.

"Quando nós o abordamos como qualquer outro órgão, nós podemos categorizar as doenças abdominais em termos deste órgão.

"Isso é relevante universalmente, pois nos afeta a todos. Até agora não havia nada parecido com uma ciência mesentérica. Agora nós estabelecemos a anatomia e a estrutura [do mesentério]. O próximo passo é a função. Se você entender a função você pode identificar o funcionamento anormal, quando então você tem a doença. Coloque tudo junto e você tem o campo da ciência mesentérica... a base para uma área totalmente nova da ciência," finalizou o pesquisador.

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