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04/03/2017 | 10:35 | BBC Brasil

Mulher tem mãos decepadas com espada de samurai por namorado

Neozelandesa teve partes do corpo reimplantadas e virou símbolo da luta contra violência doméstica no país

Reprodução/Arquivo Pessoal


Uma mulher que teve as mãos decepadas após um ataque de seu então namorado com uma espada de samurai, em 2003, virou símbolo da luta contra a violência doméstica na Nova Zelândia. Simone Butler, de 42 anos, teve os braços reimplantados e passou por anos de fisioterapia e apoio psicológico. Há dois anos, ela publicou um livro para relatar a experiência.

No dia do crime, a vítima estava acompanhada de uma amiga, Renee Gumbie, que também foi atacada e perdeu a mão esquerda. Além disso, antes de ser preso, o ex-namorado de Simone, Antonie Dixon, ainda matou um homem a tiros em um posto de gasolina e fez um outro refém. Ele era usuário de drogas e tinha consumido metanfetaminas pouco antes do ataque.

"Não morri porque sou resistente por natureza, acho. Não tinha muitas expectativas na vida quando encontrei Antonie. Havia sinais de alerta, mas me venceu pelo cansaço. Ele basicamente me perseguiu durante seis meses até que eu saísse com ele. Antonie era charmoso, carismático e me fazia rir. E gostava muito de mim. Minha autoestima era baixa naquela época e acabei acreditando em todos os elogios e promessas", contou a vítima à BBC.

Em 2005, Dixon foi condenado à prisão perpétua. No entanto, sob alegação de insanidade mental do réu, que sofreu abusos sexuais e violência na infância, a defesa pediu que o caso fosse julgado novamente. Em 2009, antes que a segunda sentença fosse dada, ele apareceu morto na prisão.

Segundo investigações, ele teria se suicidado na prisão. Dixon havia sido preso 14 vezes ao longo da vida.

Quando recebi a notícia, saí dançando pela sala. Eu finalmente estava livre dele. Mesmo na prisão, Antoine encontrava maneiras de se comunicar comigo e me chantagear e ameaçar. Ele conhecia pessoas do lado de fora que podiam fazer o que pedisse."

Hoje, Simone já consegue usar a mão esquerda e também não tem mais vergonha de mostrar as cicatrizes. Ela se tornou porta-voz de ONGs de apoio a vítimas de violência doméstica na Nova Zelândia.

Por muito tempo eu tive medo de sair de casa por causa das cicatrizes. Mas hoje sei que minhas mãos apenas mostram que estive em batalhas - e que as venci."

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