25/03/2017 | 08:55 | Revista Auto Esporte

Marco Bezerra / Autoesporte

Flagra: Renault Kwid está próximo da produção

Modelo começará a ser feito em São José dos Pinhais nos próximos meses, mas o lançamento está previsto para julho

O Renault Kwid será lançado em meados do ano. Até lá, o subcompacto continuará em testes quase que sem disfarces. Nada mais natural, pois o carro já foi apresentado no Salão de São Paulo sob a forma do conceito Kwid Outsider. O leitor Marco Bezerra nos enviou imagens do novo modelo em São José dos Pinhais (PR), onde a Renault produzirá o hatch.

Em relação ao indiano, muda pouca coisa, basicamente os retrovisores semelhantes aos adotados pelo Sandero, mas sem repetidores de seta. O Kwid Outsider do Salão do Automóvel tinha muito pouco de conceito, apenas os borrachões com textura extra e filetes verdes. Até as máscaras das lanternas serão aplicadas como acessórios. São os últimos testes de verificação, etapa em que as unidades pré-série já exibem como será o carro que chegará às concessionárias alguns meses depois.

A fábrica de São José dos Pinhais teve um aumento recente de produtividade, foi de de 42 carros/hora para 60 carros/hora, além de operar em terceiro turno parcialmente, mas isso diz respeito ao Captur. O Kwid ainda demorará mais algum tempo antes de entrar na linha de montagem (start of production) e passar pela aceleração de produção (ramp up). O pequeno será o primeiro Renault brasileiro a ser feito sobre a nova plataforma CMF.

Quanto ao conjunto mecânico, o Kwid adotará uma versão pouco mais simples do novo motor 1.0 SCe de três cilindros, conforme Autoesporte antecipou. Como o Kwid é mais leve, o 1.0 poderá dispensar a dupla variação no comando de válvulas. No Sandero e Logan, o 1.0 12 válvulas tricilíndrico entrega 82 cv e 10,5 kgfm de torque, 90% dele disponível aos 2.000 giros.

A alteração na curva de torque não prejudicará o desempenho do carrinho de 3,68 metros e 2,42 m de entre-eixos, especialmente se a diferença de peso entre ele o Sandero passar de 100 kg. O Kwid terá menos de 900 kg mesmo com os reforços estruturais aplicados após o fracasso do modelo indiano no primeiro crash-test – nota zero na proteção de adultos. Isso permitirá ao hatch andar forte mesmo com motor mais simples, o que diminuirá os custos do projeto, cujo preço está sendo previsto para algo próximo do Mobi, que parte de R$ 33 mil. A questão é se adoção de airbags laterais de série e modificações estruturais serão suficientes para fazer do novo Renault um carro mais seguro ao ponto de ganhar uma boa nota no LatinNCAP.

Versões e impressões do carro no Salão do Automóvel
Segundo registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o Kwid terá as seguintes versões de acabamento: Urban, Life, Iconic, Zen e Intense, essas duas últimas aplicadas no recém-lançado Captur. O apelo aventureiro fará parte de todos graças aos apliques de plástico e altura de rodagem elevad.

Em espaço, ele está em um patamar superior ao do Fiat Mobi, cujo entre-eixo fica em apenas 2,30 metros. O truque está não apenas na medida maior: os assentos verticalizados permitem que os passageiros sentem-se mais eretos e não deixem as pernas tão esticadas. Contudo, pessoas com mais de 1,80 metro podem se sentir apertadas na parte de trás.O porta-malas levará bons 300 litros.

À frente, o que pega é a falta de ajustes amplos do volante, regulável apenas em altura. A central multimídia MediaNAV de sete polegadas ajuda a aplacar um pouco a atmosfera simples. O quadro de instrumentos dispensa os mostradores digitais e adota um visual analógico parecido com o aplicado no primo Nissan March. Há um mostrador digital à direita com hodômetro e marcador de combustível.

Além disso, há evoluções face o carro original. Os comandos de ventilação no console usam as mesmas peças do Sandero e família em uma posição mais baixa do que no indiano, enquanto o porta-luvas perde a reentrância acima da tampa e ganha um compartimento maior. As próprias saídas de ar são mais detalhadas. Entretanto, há uma falha que fica visível abaixo da central: a posição das teclas dos vidros elétricos. Um chicote elétrico até as portas poderia encarecer o projeto, mas seria uma solução bem mais ergonômica.

Mais Imagens


Leia mais sobre Automóvel


Carros mais vendidos de Alagoas no primeiro semestre de 2017

Mudanças na resolução do Contran podem deixar Carteira de...

Câmbio automatizado, o que é, como funciona e quais os pr...

Carro riscado? Veja dicas para melhorar a pintura automotiva

Ford lança primeira picape criada para perseguição policial

Volkswagen confirma: Golf brasileiro será atualizado este...

Os carros que mais(e menos) desvalorizaram

Tabela Fipe: Entenda o que é, como e onde usar

Jeep lança edição limita do Wrangler com pintura roxa

Fiat Uno 2018 chega às lojas com mudanças nos nomes das v...

Publicidade