Economia


18/04/2017 | 18:05 | Ascom Juceal

Criação de empresas bate recorde no primeiro trimestre em Alagoas

No período, foram abertos 5.497 negócios, 9,5% a mais do que o anotado em 2016

Reprodução


A criação de empresas no primeiro trimestre bateu recorde em Alagoas.  Nos primeiros três meses deste ano, foram registradas as constituições de 5.497 negócios, número superior em 9,5% ao obtido em 2016 (5.019) e em 6,2% ao valor anotado em 2015 (5.177) – maior número registrado no período até então.

O maior valor observado no trimestre aconteceu em março, onde foram abertas 2.058 empresas. Ainda analisando o valor total, o destaque nas constituições é visto entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), com 4.227 aberturas, o que representa 76,9% do número registrado de janeiro a março.

Observando o porte empresarial, o valor pode ser subdividido em 976 microempresas (ME) – com renda bruta anual inferior ou igual a R$ 360 mil -, 187 empresas de pequeno porte (EPP) – com renda bruta anual superior a R$ 360 mil e inferior a R$ 3,6 milhões – e 107 negócios considerados sem porte, que possuem renda bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.

Entre as seções de atividades econômicas, as empresas que apresentam comércio como atividade principal mantêm o primeiro lugar com 2.480 constituições no trimestre. A lista segue com os negócios de alojamento e alimentação, com 550 aberturas; de indústria de transformação, com 431; de outras atividades de serviços, com 365; e de atividades administrativas e serviços complementares, com 290.

Em relação às cidades alagoanas, os maiores valores são observados em Maceió (2.385), Arapiraca (476), Rio Largo (159), Penedo (135), Junqueiro (131), Palmeira dos Índios (122), Marechal Deodoro (104), São Miguel dos Campos (100), União dos Palmares (93) e Delmiro Gouveia (90).

Para o presidente da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), Carlos Araújo, os números mostram um lado positivo de retomada do crescimento em relação à constituição empresarial, mas eles devem ser analisados a fundo.

“De acordo com os números, a economia dá sinais de evolução. Tanto os valores de constituições quanto de extinções são observados pela facilidade do registro empresarial. Nunca foi tão fácil abrir ou fechar uma empresa, e isso é importante para que a economia local possa se mover. Do total, mais de 90% é visto nas micro e pequenas empresas, muitas vezes pelo empreendedorismo por sobrevivência. Esse é um setor que o Governo do Estado vem observando e procurando formas para que essas empresas possam se desenvolver”, destacou.

Extinções
No primeiro trimestre de 2017, foram extintas 2.586 empresas. O número observado nos primeiros três meses pode ser subdivido em 1.828 MEIs, 573 MEs, 72 EPPs e 113 empresas consideradas sem porte.

O comércio aparece como a seção de atividade que apresentou o maior número de fechamentos, com 1.376 extinções, enquanto, entre as cidades, Maceió anotou o maior número de baixas, onde foram fechados 1.116 negócios no período.

Os dados são divulgados pela Juceal, órgão responsável pelo registro empresarial e pela administração da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

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