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14/05/2017 | 14:15 | Assessoria

Tal mãe, tal filho: jovem policial segue os passos da mãe na PMAL

A primeira experiência do policial militar na operacionalidade foi trabalhar lado a lado com sua genitora

Arquivo Pessoal

Mãe foi surpreendida com a notícia do primogênito, na época com 17 anos e tinha acabado de terminar o Ensino Médio, em prestar um concurso público para PM


O garotinho de nove anos de idade, Yan Augusto Macena, presenciou com encantamento a experiência de ver sua mãe se tornar policial militar do Estado de Alagoas. A garra, força de vontade, dedicação e profissionalismo com que exercia suas funções na corporação fizeram com que o menino crescesse com o desejo de um dia seguir seus passos.
 
Hoje aos 22 anos, o soldado atua no Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), enquanto, sua genitora, a cabo Eva Macena, de 46 anos, está lotada no Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd).
 
Natural da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, Eva tinha o sonho de se tornar policial militar desde a adolescência. No início da maioridade, ela trabalhou como agente contratada no Presídio Feminino Santa Luzia, na capital alagoana, fortalecendo ainda mais o seu desejo. Em 1999, ela foi proibida por sua família de tentar o concurso, já que eles não viam com bons olhos a futura profissão da filha, só em 2006 seu objetivo foi então alcançado.
 
“A sociedade evoluiu muito, hoje a mulher atua em diferentes profissões. Na época que expressei o desejo de ingressar na Polícia Militar, meus pais foram contra e nem de longe sonhavam em ver a filha nas fileiras da corporação. Cada dia se torna mais natural a escolha de uma mulher em ser tornar policial, e eu tive forças para insistir em meu sonho, porque enxerguei claramente que devia buscar, além de oportunidades pessoais, condições melhores para meus dois filhos. Sou uma pessoa realizada como profissional e como mãe”, assegurou emocionada a militar.

Uma rotina dupla, cansativa e que exige muita dedicação e coragem para vencer os obstáculos, preconceitos e seguir em frente, sempre. Ser mãe está longe de ser uma tarefa fácil, mas o amor inexplicável pelos filhos é o maior combustível para continuar na luta.
 
“Os primeiros anos de trabalho na corporação foram bem difíceis. Tinha além do Yan, uma menina de seis anos, Juliana Kelly, que precisava de minha atenção. Sempre estávamos juntos, e aí comecei a ficar um tempo maior sem eles para trabalhar. Mas todo o esforço é válido quando recebemos o abraço e o amor ao retornar de um serviço. Como policial e mãe, as tarefas são numerosas e a responsabilidade redobrada”, explica.
 
Toda a rotina da cabo Eva Macena era acompanhada de perto pelos filhos, especialmente, pelo mais velho, que observava a mãe, admirado. “Ela sempre foi a minha “super-heroína real”. Eu sempre olhava ela fardada, saindo de casa, pronta para defender o desconhecido. Desde criança, eu pensava comigo que queria também fazer parte desse universo”, lembra Yan Augusto.

Oportunidade
A mãe foi surpreendida com a notícia do primogênito, na época com 17 anos e tinha acabado de terminar o Ensino Médio, em prestar um concurso público para ter uma experiência em certames. Assim, o menino iniciava sua trajetória, e ao ser aprovado aumentava ainda mais o desejo de seguir os passos dela na carreira.
 
“Jamais imaginava que ele estaria na Polícia Militar, pois ele esperou um ano e três meses para ser convocado, e hoje ele  está seguindo a mesma profissão que eu,  é gratificante”, avalia Eva Macena.

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