Laudemiro Rodrigues

Cosmopolita Alagoano

Guerra à vista?!

Reprodução

Desde muito tempo não se falava de forma tão desesperada e preocupada em relação à eminencia de um novo conflito armado internacional. Em pleno século XXI o conceito de conflito armado está diariamente em atualização, aviões, mísseis e metralhadoras são relativamente atrasados se comparados com a atual tecnologia bélica nos dias atuais, que vão desde armas nucleares, armas biológicas, drones de ataque e de espionagem, e até mesmo ataques hackers aos bancos de dados militares. Ou seja, o objetivo não é mais apenas destruir o perigo ou inimigo eminente, é neutralizar todas as chances do rival assumir posição de influência no cenário internacional.

O princípio de ameaça que todo o mundo está acompanhando nos últimos dias é acerca da crise entre Estados Unidos e Irã. Por ordem de Donald Trump, os Estados Unidos fizeram um ataque por drones no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, porém, o mais denso atrito entre os dois países tem seu início anos atrás.

O próprio presidente americano afirma que “O Irã nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação”, afinal, o que isso significa? Significa que o país islâmico não tem histórico positivo em guerras bélicas, contudo, consegue se sair bem em questões diplomáticas. Ainda em 2015, o presidente dos Estados Unidos era Barack Obama e havia um mal-estar que envolvia o Irã. Na ocasião, o governo iraniano estava enriquecendo urânio e essa tecnologia causava conflitos com países da região e com nações interessadas em energia nuclear. Naquela circunstância, o Irã conseguiu uma excelente Convenção com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China, que previa a continuação da manipulação do urânio por parte do governo iraniano apenas com observação da Organização das Nações Unidas (ONU), em troca dessa limitação, os outros países concordaram em acabar com a sanções econômicas para com o Irã.

Porém, ao ser eleito, Donald Trump encerrou este acordo, e desde 2018 vem ameaçando países que importam o petróleo do Irã. Essa postura do presidente gera consequências econômicas no Irã, e como resultado, gerou atritos entre os dois países e seus aliados. Em 2019 houve conflitos diretos que a mídia não divulgou com tanta força, mas que também geraram instabilidade entre os dois países.

É verdadeiro o conhecimento de que Qassem Soleimani, general iraniano assassinado por ordem do presidente dos Estados Unidos, era um gênio da geopolítica da região, foi o articulador de diversos ataques à bases americanas no Oriente Médio, mencionando também todo o dom diplomático do general em acordos regionais, levando assim os Estados Unidos a ligarem o alerta acerca desde general, e consequentemente sua morte muito bem planejada.

Um ato de guerra gera consequências inestimáveis, será respondido daqui a dias, semanas, meses ou até mesmo anos, o que não se pode deixar de analisar é que as consequências virão, seja por declaração de guerra ou mesmo     por atos terroristas isolados.

De volta aos dias de hoje, a grande pergunta que está nas redes sociais, conversas de bar e reunião de família é: “Estamos perto de uma Terceira Guerra Mundial?”. A resposta desta pergunta depende de como o conflito será abordado pela comunidade internacional nos próximos dias e eventos. É importante mencionar também que o próprio Donald Trump está com seu nome ligado a crise política em seu país, seu impeachment foi aprovado na câmara, e está seguindo para o Senado, os atritos com China e Rússia estão mais frequentes, e principalmente, Trump está de olho em sua reeleição.

Por fim, vale recordar que em 2011 Trump acusou Bacack Obama de tentar iniciar uma guerra contra o Irã para fomentar sua reeleição, como o mundo dá voltas, a acusação pode facilmente ser invertida ao próprio Donald Trump hoje em 2020. Aguardemos.

Fiquemos atentos com a postura da comunidade internacional, será de crucial importância para moldar as consequências desta e de outras ações.

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