Alerta: Alagoas pode ter surto de dengue em 2020

Publicado por Redação

Fonte Agência do Rádio

20 de fevereiro de 2020 às 5:53

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Em 2019 Estado registrou mais de 31 mil notificações de doenças causadas pelo vetor

Alagoas está entre os 11 estados brasileiros que podem ter surto de dengue este ano, de acordo com a previsão do Ministério da Saúde. Rodrigo Said, Coordenador Geral de Vigilância em Arbovirose da pasta, afirma que, em 2020, o risco está relacionado ao sorotipo 2, pois não houve uma circulação “significativa” deste vírus no estado, nos últimos anos.

“Essa mudança no padrão de circulação que ocorre agora nesses estados, e a possibilidade de ocorrer nos estados do Nordeste, apontam para um cenário de risco, que exigirá ações de vigilância para monitorar essa situação.”

Além dos alagoanos, os oito estados restantes da região Nordeste poderão ser afetados por um possível surto do tipo 2 do vírus da dengue. Ao ser infectada por um sorotipo de dengue, a pessoa se torna imune a ele. No entanto, se contrair a doença novamente por outro sorotipo, pode manifestar-se de forma mais grave do que na primeira vez.

E os dados epidemiológicos computados pela Secretaria de Saúde do Estado reforçam a importância da mobilização contra o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegytpi. No ano passado, Alagoas registrou mais de 31 mil notificações de doenças causadas pelo vetor. Desse total, 88% dos registros corresponderam à dengue. O tipo do vírus que mais circulou, em 2019, foi o sorotipo 1.

Neste ano, até a terceira semana de janeiro, os gestores locais de saúde registraram 21 casos confirmados.

Diante de um possível surto de dengue por conta da circulação do sorotipo 2 no estado, a secretaria de saúde tem buscado intensificar as ações de combate ao mosquito. As ações de inspeção dos agentes de endemia nas residências estão mantidas e há, segundo a secretaria, a previsão de mutirões de limpeza nos municípios alagoanos.

O gerente de Vigilância e Controle de doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Diego Pereira, revela que os maiores focos do mosquito estão dentro das casas, principalmente, nos reservatórios, como caixas d’água.

“Precisamos que a população abra as suas portas e deixe que os agentes de endemia entrem para realizar o trabalho [combate aos focos] de forma efetiva e consigam os minimizar impactos.”

A luta contra o mosquito Aedes aegypti é um trabalho de todos, por isso é importante evitar deixar água acumulada em recipientes como vasos de planta, pneus, garrafas e até mesmo piscinas sem uso e manutenção. E se você tem alguma dúvida, entre em contato com a equipe de Vigilância do seu município.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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