Alessandro Meireles

Nada Pronto

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Ainda é cedo. É o que diz o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre medidas drásticas que provocariam o adiamento ou até mesmo o cancelamento dos Jogos de Tóquio, com início marcado para 24 de julho. Na contramão da postura de outras grandes entidades, como Uefa e Conmebol, que cancelaram Eurocopa e Copa América, respectivamente, o COI se agarra ao tempo para evitar uma decisão que acarretaria em enormes prejuízos financeiros.

São 80 patrocinadores, sendo 14 globais. Isso sem contar os milhões de ingressos já vendidos ao redor do mundo e a projeção de movimentação da economia durante os 15 dias de competição. O pais que gastou até agora US$ 26 bilhões para a realização das Olimpíadas se vê diante de uma situação dramática, em que o controle é ilusório.

Em nota, o comitê reforçou o compromisso de proteger a saúde de todos os envolvidos no evento e citou a força-tarefa criada em conjunto com a Organização Mundial da Saúde. Ainda assim, é difícil imaginar que em quatro meses a pandemia do coronavírus seja revertida a ponto de permitir grandes deslocamentos de atletas e turistas.

Nos EUA, com a suspensão da temporada da NBA por causa do coronavírus, ficaram sem sua fonte de renda todos os funcionários que trabalham nas arenas da liga que, sem vínculo empregatício, ganham por jogo em que atuam. Jogadores têm feito vaquinhas para garantir que tenham as necessidades básicas atendidas e que possam, em um país onde o sistema se saúde pública tem nível de terceiro mundo, arcar com os custos do tratamento em caso de contaminação.

No Brasil, a ameaça do desemprego, da perda de renda, atinge em cheio a quem vive em torno do futebol, como os quadros móveis que atuam nas arenas, os ambulantes que gravitam em torno dos estádios e até por que não, os próprios jogadores.

Penalizados por uma estrutura arcaica e um calendário que os mantêm ativos por apenas três ou quatro meses por ano, os clubes pequenos não terão como aguentar sem jogar por muito tempo. Sem arrecadação, atrasarão salários, sem pagar terão de dispensar jogadores antes mesmo do que o previsto. A imensa maioria já vive agora essa situação de risco.

RAPIDINHAS

Coronavírus.  Eurocopa e Copa América foram adidas para 2021 por causa da pandemia provocada pelo coronavírus. O torneio sul-americano será disputado na Argentina e na Colômbia e o europeu terá sede em vários países.

Tênis.  A Federação Francesa de Tênis adiou Roland Garros para 20 de setembro, em virtude da pandemia do coronavírus. O segundo torneio do Grand Slam do ano, realizado em Paris, teria início em 18 de maio.

Fórmula 1.  A revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ revelou que por causa da pandemia, a categoria cogita mudar as férias de agosto para abril e realizar a temporada sem os GPs da China e de Mônaco. A corrida da Austrália, que abriria a temporada no fim de semana passado, já foi cancelada.

Ronaldinho Gaúcho. De acordo com o ‘Globoesporte.com’, depoimentos revelaram que o ex-jogador e Assis, seu irmão, pagaram US$ 6 mil (R$ 30 mil) para obter passaportes paraguaios falsos. Os dois estão presos desde o dia 6.

Wilson Fittipaldi. Irmão mais velho de Emerson, o ex-piloto passou por uma cirurgia depois de sofrer hemorragia cerebral. Segundo o site ‘Grande Prêmio’, Wilson, 76 anos, tem problemas neurológicos decorrentes de uma queda.
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