23 de Junho de 2018

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Wanderson Gomes

Ciências Sociais (graduação) e sociologia (mestrado)

Wanderson Gomes | wandersonjfgomes@hotmail.com

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06/03/2018

O show tem que continuar

Apesar dos últimos acontecimentos desastrosos envolvendo astros, diretores e produtores, com sucessivas denúncias de abuso sexual (incluindo menores) e discriminação no local de trabalho, o show do Oscar 2018 renasceu da sua própria necessidade de resgatar os fãs, já tão desapontados e enojados com tantas notícias que nada tem a ver com a fantasia da sétima arte. Com muito brilho e glamour, a maior premiação do cinema mundial voltou de roupa nova, reacendendo o debate da diversidade e estampando essa discussão como slogan central da festa.

Veja alguns destaques e as marcas históricas da premiação:

"A forma da água" (2017), de Guillermo del Toro, foi a grande vencedora da noite mágica, conquistando quatro das treze indicações, incluindo Melhor Filme e Diretor, dando a del Toro a quarta premiação de um diretor mexicano nos últimos cinco anos. "Dunkirk" (2017), de Christopher Nolan, levou três das oito indicações.

"O destino de uma nação" (2018), de Joe Wright, igualou "Viva - a vida é uma festa" (2017), de Lee Unkrich, e "Blade Runner 2049" (2017), de Denis Villeneuve, com duas estatuetas. Destaque para o prêmio de Melhor Ator para Gary Oldman, pela impressionante caracterização na pele de Winston Churchill.

Quem também levou duas estatuetas foi "Três anúncios para um crime" (2017), que incluiu prêmio de Melhor Atriz para Frances McDormand. Após a premiação, Frances teve sua estatueta roubada numa festa de celebração pós-Oscar. Mesmo chorando muito após o ocorrido, felizmente o prêmio foi recuperado. O suspeito foi detido. Quem diria que a atriz viveria seu todo particular "anúncio para um crime" na vida real. Lamentável...

"Uma mulher fantástica" (2017), de Sebastián Lelio, foi o primeiro filme estrelado por uma transexual (Daniela Vega) a levar um Oscar.

James Yvory se tornou o mais velho ganhador de um Oscar da história, pelo roteiro adaptado de "Me chame pelo seu nome" (2017), de Luca Guadagnino. 

A noite também foi do primeiro negro a vencer a categoria de Roteiro Original: Jordan Peele, pelo excelente filme "Corra!" (2017), estrelado pelo talentoso Daniel Kaluuya.

Para finalizar, veja alguns destaques dos discursos, que nos dão a esperança de ver novos caminhos para Hollywood:
 
"Todas nós temos uma história para contar. Vamos falar sobre nossos projetos, que precisam de financiamento. Temos que ter inclusão" (Frances McDormand).

"As mudanças vêm de novas vozes, vozes diferentes. Um coro poderoso está dizendo: chegou a hora! Gostaríamos de falar dessas pessoas que deram tudo e acabaram com essa discussão enviesada em relação a gênero e etnia" (Ashley Judd).

"Eu sou um imigrante, como Afonso, Gael e muitos de vocês. A melhor coisa no nosso setor é poder apagar linhas, as fronteiras. Muros só vão piorar as coisas" (Guillermo del Toro).

Quinta tem um post superespecial... Aguardem!

Para você, quais os destaques do Oscar 2018?

Até a próxima!

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