Esposa de ex-funcionário faz apelo para Usina Sinimbu pagar direitos trabalhistas do marido para não perder a casa da família

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29 de abril de 2021 às 9:28

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Adeilto Francisco trabalhou por 30 anos na extinta Cansanção de Sinimbu

A dona de casa Beatriz Marques da Silva Santos, de 44 anos, esta desesperada temendo perder sua casa. A mulher é esposa de um ex-funcionário da extinta Usina Sinimbu. O trabalhador busca na Justiça, receber seus direitos trabalhistas para pagar a prestação da casa da família.

Adeilto Francisco dos Santos, de 46 anos, trabalhou na usina por mais de 30. “Chegou por lá aos 14 anos, deu sua vida pela empresa, hoje estamos vivendo nesse sofrimento”, lembra a mulher.

O casal mora em Teotônio Vilela e tem três filhos, “nosso sonho sempre foi ter uma casa própria, conquistamos isso através de muito esforço e por meio de um financiamento da Caixa”, lembra dona Beatriz.

A mulher disse que o marido vem lutando para receber seus direitos, “a causa foi ganha na Justiça, a usina tem por obrigação pagar aos funcionários, mas isso não aconteceu, ele (marido) já participou de vários protestos, mas até agora nada”.

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Entre lagrimas, a dona de casa diz que a casa está indo a leilão e ela vive desesperada, sempre que chega alguém para conhecer o imóvel, “eu sei que essas pessoas não tem culpa pelo que está acontecendo, mas é difícil para nossa família passar por tudo isso, é nosso maior sonho que está indo embora”, lamenta.

A dona de casa diz ainda que a filha sofre de um problema de saúde e precisa fazer uma cirurgia, “são inúmeras as despesas, água, luz, comida e esse problema da minha filha. Vivemos numa cidade sem emprego”, esclarece, e completa, “tenho buscando de alguma forma fazer um ‘bico’ para ajudar nas despesas, assim como meu marido, que tem se esforçado para complementar a renda, mas tudo está muito difícil nesse momento de pandemia”.

No interim da busca por receber os diretos pelo tempo de trabalho na Usina Sinimbu, Adeilto Francisco conseguiu se aposentar, mas o valor do benefício é pequeno, de apenas um salário mínimo.

Dona Beatriz Marques destaca a ‘desumanidade’ com que a Caixa vem tratando a situação, “todos estão passando dificuldade, não sabemos onde vamos parar e, um momento difícil como este, o banco não teve qualquer respeito com nossa situação e levou a casa a leilão”, fala.

A família já pagou mais de 10 anos do financiamento e apela para que a Justiça determine o pagamento dos direitos do marido, “não queremos nada que não seja nosso direito, que a Justiça faça com que a usina pague pelo menos o valor para que possamos quitar a casa e não perdermos nosso teto”, acrescentou.

A mulher diz que não tem para onde ir, caso a família seja despejada, “espero que os donos da Sinimbu se comovam com a nossa situação e tantas outras famílias que estão passando necessidade, tem gente passando fome, paguem o que devem a todos os trabalhadores”, concluiu.

O AlagoasWeb não conseguiu contato com nenhum representante da Usina Sinimbu para falar sobre a situação.

Em um vídeo, a dona de casa faz um apelo desespero para que a usina resolva a situação, assista, neste link: https://www.instagram.com/tv/COGp4eiB-LF/

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