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EscreveNordeste

Raqueline da Silva Santos

O Que é que a Baiana tem?

COMPARTILHE Whatsapp Facebook Twitter Data: 07/06/2021
Fonte de Imagem: Arq/Pessoal da Autora

Tem Antologia, publicada, tem!

Tem cadeira na Academia Internacional de Mulheres das Letras, tem!

Tem título por ser escritora, tem!

Tem projetos para mulheres, tem!

O trocadilho que faço para falar de Jessika de Oliveira, é para que possamos refletir a importância da mulher NEGRA na escrita e nos espaços que elas ocupam, uma vez que o mercado editorial é um espaço tão difícil para as mulheres. Mas, queremos ressaltar nesta matéria o melhor de Jessika, sua formação, suas conquistas e seu trabalho.

Jessika de Oliveira é graduada em Letras pela Universidade Estadual da Bahia – UESB. É uma mulher negra, feminista, militante, escritora, poetiza, mãe e esposa. Nascida no interior da Bahia, na cidade de Baixa Grande, a jovem desenvolve projetos com mulheres negras baixagrandeses. O projeto idealizado e coordenado por Jessika é conhecido como: Negra Sou. O mesmo tem como objetivo “promover a valorização das mulheres negras”, discutindo questão sobre “autoestima, o empoderamento negro, feminismos, violência, consciência de raça e reflexões no combate ao preconceito”. (Instagram: Projeto Negra Sou)

Jessika teve seu primeiro conto selecionado em um Concurso Nacional de Literatura Novos Escritores. O conto selecionado foi fruto dos projetos que a autora participava na universidade. Intitulado como “Festa de Aniversário” foi publicado na Antologia Conte-me um conto, no ano de 2019.

Outros trabalhos publicados de Jessika são, o conto “Maria, piedade” e o poema “Buraco Saudade” em uma Antologia de mulheres brasileiras e estrangeiras intitulada Elas e as Letras: Insubmissão Ancestral, publicada em 2021. Ainda no mesmo ano publicou o poema “Às Mães Nordestinas” na Coletânea Para Você, mamãe.

A autora ocupa a cadeira 079 na Academia Internacional Mulheres de Letras e é membro 0443 da Academia de Literatura Brasileira. Para Jessika “a literatura é uma ferramenta capaz de desestruturar o racismo”. A autora acredita que através da literatura podemos “reconstruir identidades e resgatar nossa ancestralidade”.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Jessika você pode acompanhá-la em seu perfil do Instagram. Lá ela divulga seus trabalhos. Perfil da autora: @jessikaescritora


[1] O Título do texto foi retirado da Canção de Dorival Caymmi, gravada por Carmen Miranda para o filme Banana da Terra de 1939.